Depois de Minas Gerais (Brasil), Loulé, S. Brás de Alportel e Lagoa, a fotojornalista Apoema de Calheiros apresenta no Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, durante o mês de abril, a exposição “Cortiça – da terra ao céu”. Neste trabalho, o grande motivo de inspiração “foi a cortiça, usada no fabrico de rolhas ou em componentes para as indústrias da moda, automóvel, aeronáutica e construção, entre muitas outras”. A mostra reúne um conjunto de 30 fotografias sobre o descortiçamento, sendo que a maior parte das imagens foi registada na freguesia de São Martinho das Amoreiras, no interior do concelho de Odemira.
A artista nasceu no Brasil, em 1976. A viver em Portugal, Apoema, que frequentou os cursos profissionais de fotografia do Instituto Português de Fotografia (Lisboa) e da Escola Técnica de Imagem e Comunicação do Algarve, cultiva em especial a fotografia de reportagem e documental. É nessa linha que se insere a presente exposição, produto de pesquisa e trabalho no terreno, em que a artista de uma forma quase didática nos conduz ao longo de um percurso, em que igualmente destaca a atividade braçal dos homens e mulheres que nos campos e nas fábricas labutam e que através das suas imagens Apoema consegue inequivocamente homenagear.
Antes, as 15h00, Apoema de Calheiros inaugurará, também, outra exposição da sua autoria no Museu Soledade Malvar.
Pelas 16h00, será servido um Porto de Honra no Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, ao qual se seguirá uma mesa redonda com convidados que falarão da cortiça como matéria prima e suas aplicações na Têxtil. Compareça!



